If you can dream it, you can do it!
Mas vamos adiantar um pouco o tempo. Em 1989 eu era criança e não tinha idéia de nada. A idéia fora de minha mãe. E sem saber o que estava a acontecer, fui parar em um mundo de magia. Se eu lembro alguma coisa dessa viagem? Só uma coisa: lembro que como os milhares de guests que passam pelo Magic Kingdom e jogam uma moeda no lago do It’s Small World fazendo um desejo, eu joguei uma moedinha e pedi pra voltar. Naquele ano o MGM (hoje Disney’s Hollywood Studios) tinha recém aberto suas portas. E o bebê Animal Kingom (com apenas 12 anos de existência) nem sonhava em nascer.
E cresci com a fixação de voltar. Talvez a música melosa de It’s Small World tenha grudado de vez em mim. Ou quem sabe seria a emoção de ver o Brasil representado tão lindamente em um lugar tão longe. A minha fixação ainda não era com o marido da outra Lilly. Aliáis, eu nem sabia quem era Lilly. O encantamento surgiu quando fui assistir Alladim. E ai está a resposta de tudo. A Disney havia criado uma princesa que não era “fresca”. Jasmine era determinada e eu me encantei.
No começo da fusão entre Disney e Pixar os olhos começaram a brilhar. Aliaís, fôra um pouco antes. A Disney estava se reerguendo. Percebeu que tinha que fazer tudo para que seus guests ficassem o tempo máximo em seu complexo. Para isso além dos 4 parques temáticos, 2 parques aquáticos, um centro de compras e lazer (Downtown Disney), também foram criados 16 hotéis (administrados pela própria Disney e 2 hotéis que estão na propriedade, mas que são administrados por outros grupos), um ambiente para camping, campos de golf e spa.
Começei a pesquisar lentamente, bem lentamente. Passei pela crise da adolescência, cresci e descobri Ginha Nader. Para os não disneymaniacos, a Ginha é a maior referência para se falar de Disney no Brasil. Ela tem 8 livros publicados sobre Walt e seus parques. Tem uma história de vida belíssima e escreve com amor. É tão bonito vê-la descrever com Walt entrou em sua vida. Disney deveria ter conhecido ela porque com certeza ele se encantaria. Quem puder não deixe de ler “Walt Disney - Um Século de Sonho” da Ginha Nader, publicado pela editora Senac São Paulo.
E mais que os parques, a magia que só a Disney proporciona, a história do próprio Walt começou a me emocionar. Como aquele menino que cresceu sem praticamente nada em Marceline construi um império que poderia ter surgido de um coelho (Oswald), mas surgiu a artir de um ratinho. É preciso vivenciar para descobrir como Walt, Lilly, Diane e Sharon se transformaram. Salve Walt, Lilly, Dianey, Sharon e Roy.
Smacks, Odeth














